É possível ter um aumento de produtividade com redução de custos e ainda sem investir muito? A resposta é sim e há várias alternativas para se atingir o objetivo. A primeira delas é sair da própria cadeia de produção. É o caso das construtoras envolvidas em grandes obras como usinas hidrelétricas. Elas contratam um gestor que fornecerá os agregados a partir de uma exploração local e com tempo determinado. Embora rara no Brasil, essa opção é viável para empresas de britagem tradicionais. Para os donos de pedreiras, a produção deixa de ser um fim e eles podem se concentrar na venda de areia e brita.

Uma variável do modelo é a contratação somente da operação da britagem. Nesse modelo, a contratada assume o controle da produção. Os produtores de agregados continuam, porém, donos da unidade. É claro que estamos falando de prestadores de serviço que conhecem bem o processo e que geralmente são fabricantes de equipamentos. Como o contratado precisa entregar resultados, ele vai concentrar-se na redução de custos e no aumento de produtividade a partir de sua experiência em outras plantas. Se não fizer isso, será penalizado. Ponto.

Consultoria e automação são dois dos recursos para identificar gargalos

As próprias pedreiras, por outro lado, podem revolucionar sua operação tendo um diagnóstico melhor de como anda o seu processo. Um caminho rápido é ouvir quem está de fora. O diagnóstico de uma consultoria externa permite que a pedreira identifique pontos de melhorias. O treinamento da mão de obra, por exemplo, pode ser uma iniciativa de custo controlado, mas com resultado direto na produtividade. Veja aqui como ter operadores bem treinados. Da mesma forma, a manutenção assertiva pode resolver falhas comuns em campo. Mais do que identificar problemas, a consultoria permite a priorização de ações.

Outra frente de ataque, aliás, é a automação. Ela pode envolver a planta de britagem ou pode ser concentrada numa única etapa do processo ou ainda no britador. Uma iniciativa comum é a colocação de câmeras na etapa de alimentação do britador primário, ajudando a otimizar a descarga dos caminhões na etapa primária. Melhora-se a logística e a produção sem comprometer a segurança. O uso de sensores ao longo da britagem permite o cruzamento de dados e a melhoria de processos, criando um histórico de acompanhamento. Já a automação do britador reduz a interferência do operador e leva a máquina a operar segura e em seus melhores níveis.

Identificar paradas e avaliar suas causas ajuda a entender como aumentar a produção

Além da operação, o aumento de produtividade e a redução de custos podem ser atingidos com uma manutenção preditiva. Em vez de reagir pontualmente aos problemas, a equipe de manutenção passa a concentrar-se em diagnosticar as possíveis falhas com antecedência. Com isso, ela alonga o tempo de produção ou realiza intervenções cirúrgicas e no tempo certo. A automação certamente é uma aliada poderosa da manutenção preditiva, mas não a única. Atitudes comuns, incluindo a compra de peças originais contribuem para que o equipamento opere no maior tempo possível e sem desgaste desnecessário.

E como diz o ditado inglês “o diabo está nos detalhes”. Muitas vezes é uma peça de custo relativamente irrisório, que interfere na produção ou na manutenção. A dica, nesse caso, é observar o manual de operação dos equipamentos e usar componentes originais. Se o problema persiste, porém, é hora de avaliar com calma as possíveis origens das paralisações. Comece por este checklist. Pode ser que uma reforma seja o caminho ideal ou que a contratação de serviços complementares resolva boa parte de suas dores de cabeça.

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