Um britador operado adequadamente - e com a devida manutenção - pode funcionar por pelo menos 25 anos. Essa é a avaliação do site especializado Aggregates Manager em reportagem publicada no final de 2015. Uma das dicas para a maior durabilidade do equipamento é a adoção das melhores práticas: se elas forem ignoradas pelo operador, porém, não há tecnologia que proteja o britador de problemas. Pensando nisso, elaboramos um guia rápido, focado justamente nesse personagem importante – o operador – e na sua capacitação. Vamos ao guia:

  • Identifique a fonte de bons profissionais: Verifique os cursos de formação e capacitação em sua região, especialmente se houver algum do chamado Sistema S (Senai, etc). Focados na formação industrial teórica e prática, eles têm um nível de exigência alto e um perfil voltado para os segmentos especializados. Também funcionam como uma pré-seleção de bons profissionais. Na falta deles, avalie os cursos técnicos oferecidos e que tenham uma relação direta ou indireta com a área de mineração e agregados. Estabeleça um relacionamento com as instituições de ensino, criando um vínculo que beneficie ambas as partes e a troca de experiências.
  • Priorize a capacitação teórica: Uma boa formação teórica faz diferença e vai facilitar o treinamento dos operadores. Mesmo se o curso não for ligado diretamente à mineração ou agregados, a base técnica ajuda no entendimento de conceitos. Noções sobre mecânica e elétrica, por exemplo, facilitam o entendimento do britador e ajudam no diálogo entre as equipes de operação e manutenção. Uma boa formação em informática melhora o uso dos recursos de automação, uma tendência entre as novas famílias de equipamentos. Um profissional que aprende a pensar – independente do segmento – vai captar os conceitos de britagem mais rapidamente e evitar vícios comuns na operação.
  • Invista inteligentemente em treinamento: Um curso avançado de operação de britagem, como o próprio nome diz, não pode ser aplicado a um profissional iniciante. Lembre-se que a programação de um treinamento foi pensada por quem entende do assunto e é necessário respeitar o nível de cada operador. Faça uma avaliação prévia do perfil do profissional antes de enviá-lo a um processo de aperfeiçoamento. E acompanhe o profissional após a capacitação. No caso de cursos na própria planta, é possível verificar rapidamente os resultados do processo. Priorize os treinamentos que otimizam a aplicação dos conceitos teóricos na prática do dia a dia na britagem. E que sejam focados nas etapas posteriores. É interessante que os profissionais saibam, por exemplo, que a cubicidade da brita vai influir na melhor qualidade do concreto. E que é possível produzir areia industrial a partir da própria brita, entre outros aspectos da área de agregados.
  • Estimule o diálogo entre as equipes: A criação de grupos ou “panelinhas” é comum em qualquer indústria. O problema é quando o ambiente fica contaminado com um clima de “nós contra eles”, ou seja, operação contra manutenção. Evite o problema, desenvolvendo o diálogo entre os times. A área de manutenção depende dos dados fornecidos pelos operadores para agir na correção de falhas e quanto mais precisas elas forem, melhor. O processo inverso também acontece: ao informar seus cronogramas de forma clara à equipe de operação, os profissionais de manutenção permitem que ela se organize para as paradas. O volume de uma pilha pulmão, por exemplo, pode ser melhor dimensionada, ao se saber previamente que há a possibilidade de a manutenção ser alongada. Regra de ouro? A capacitação é diária e flui em mão dupla.

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