A britagem como processo é uma velha conhecida da indústria mineral e tem evoluído ao longo de décadas. Um dos benefícios dos novos britadores, o principal equipamento dessa etapa de processamento, é o ganho de inteligência, acompanhado da redução de tamanho. De grandes e pesadas máquinas, eles passaram para um projeto mais compacto, com menos componentes e que agora recebem todos os recursos da chamada Internet das Coisas (IoT). A incorporação de vários sensores amplia a automação desse equipamento e atua diretamente na produtividade da mina. Acompanhe cinco benefícios dos novos maquinários em campo.

  1. São mais leves, porém pegam mais pesado: fabricados com menos aço, os britadores de nova geração são menores, mas geralmente produzem mais do que seus antecessores. Pelo menos 20% a mais, garantem os especialistas. Apesar da redução do aço na construção do equipamento, os britadores de nova geração foram aperfeiçoados, ao receber um perfil de materiais de desgaste com maior espessura. Tecnologicamente, os materiais de desgaste têm sido aprimorados, o que permite uma personalização cada vez maior da britagem de acordo com o minério britado e até mesmo acompanhando as modificações da lavra. Resultado: os novos maquinários permaneçam mais tempo operacionais, otimizando as peças de desgaste até seu limite máximo.
  2. Ficaram mais simples e entregam mais: Com menos componentes, os novos britadores tornaram-se equipamentos mais fáceis de serem entendidos. Antes mesmo de entrar em produção, é possível identificar as zonas de maior impacto do britador, via simulação de projeto, com a especificação de ligas metálicas personalizadas que os tornam mais efetivos. Os benefícios dos novos britadores também incluem a maior facilidade de montagem e desmontagem de peças, tornando as manutenções previstas mais rápidas e seguras, assim como a resolução de problemas inesperados.
  3. São energeticamente mais eficientes: com o mesmo consumo de energia dos britadores antigos, a nova geração amplia a produtividade da mina, ou seja, mais toneladas por kWh. O aperfeiçoamento energético acontece desde a fase de projeto, quando os fabricantes podem usar softwares especializados para prever uma motorização que turbine o equipamento e gaste menos. A eficiência também atingiu o consumo de lubrificantes, o que pesa na planilha de custo operacional.
  4. Sensores pra todos os lados: outra mudança intensa nos novos britadores envolve a inserção de sensores para acompanhar as variáveis de operação. A quantidade de dispositivos posiciona o britador como um dos equipamentos com mais tecnologia embarcada da área de processamento mineral. E pavimenta o caminho da chamada Internet das Coisas (IoT). Com o envio de dados em tempo real, a própria máquina faz ajustes operacionais. A inteligência do processo é atingida com uso de softwares para interpretação dos dados, auxiliando a operação e evitando danos à máquina.
  5. Manutenção mais segura: a mudança no design dos britadores de nova geração também afetou o acesso à máquina para troca de peças e correções de problemas. O processo vem sendo realizado pela parte superior das máquinas há décadas, mas hoje os recursos de desmontagem passam por peças mais simples e fáceis de serem retiradas e repostas. Em função de menores dimensões, os britadores recentes exigem equipamentos de apoio também menores como, por exemplo, guinchos para retiradas de componentes. Outra mudança são tecnologias mais avançadas que dispensam cunhas para a fixação de materiais de desgaste, agora fixados via resinas, de forma mais rápida e mais segura, influenciando na produtividade da mina.

 

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