Imagine um automóvel com um rolamento de roda inadequado. Trata-se de uma peça comum. Se não for a mais indicada, porém, ela vai sobrecarregar, entre outros, os sistemas de freio e de direção. Em resumo: um problema simples pode afetar componentes complexos. Agora, transfira o mesmo pensamento para um britador. O uso de peças de reposição inadequadas afeta a operação do equipamento e pode levar a paradas constantes em curto espaço de tempo. Casos como esse indicam que a manutenção reativa entrou em campo. E, precisamos tirá-la do jogo.

A primeira consideração em relação à especificação das peças de reposição em britadores é conhecer o tipo de material que está sendo processado. Rochas mais duras vão exigir, por exemplo, itens de desgaste diferentes de um minério mais mole. A consulta ao fabricante é ideal nesses casos, pois ele tem um histórico de aplicação que pode indicar o melhor tipo de aço para o processamento do minério. Priorizar somente o aumento da produção, sem considerar o desgaste ideal é certeza de problema a curto prazo.

E, acredite, existe uma lógica no desgaste. Os revestimentos de aço manganês ilustram bem isso. A principal característica deles é o encruamento, ou seja, o material ganha maior dureza superficial e resistência à abrasão à medida que atritam com o minério. Num britador de mandíbula, por exemplo, a indicação técnica é do giro da mandíbula duas vezes antes de sua troca e não um só. O conhecimento de como o encruamento deve acontecer amplia a vida útil dos componentes e evita a sobrecarga de outras peças, como os rolamentos.

A adequação da curva granulométrica de alimentação é outro fator que influencia no desgaste do equipamento. Um material mais grosseiro vai causar um desgaste maior na parte superior de britadores cônicos. A solução é lógica: adotar o coeficiente de redução do britador, que é de 1 para 5. Não é preciso ser especialista no equipamento, mas entender que o material será britado adequadamente se for reduzido de tamanho nessa proporção.

O cruzamento de informações básicas, como o tamanho máximo de alimentação do britador cônico com o revestimento padrão adotado para o equipamento, deve ser considerado na operação. À medida que a espessura do revestimento diminui, a alimentação deve ser proporcional. De novo, o desgaste tem uma lógica que, se conhecida, não levará a intervenções recorrentes.

Ter um estoque estratégico de peças de desgaste igualmente é uma ação de manutenção inteligente. Ao mesmo tempo em que evita paralisações alongadas, ele pode ser um indicativo de como está o consumo desse tipo de material. Ou seja, temos métricas diretas se o tempo de vida útil está dentro ou não dos padrões. Se a resposta for sim, nosso processo está afinado. Caso contrário, é hora de parar e avaliar itens como alimentação, treinamento de mão de obra e outros fatores. E virar o jogo a nosso favor.

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