Reduzir custos de operação e aumentar a produtividade dos equipamentos é uma meta para o gestor das plantas de processamento mineral, correto? Sem dúvida. Entre os fatores que podem ajuda-lo a atingir o objetivo está a manutenção preditiva. Como o próprio nome diz ela engloba uma previsibilidade, ao contrário da manutenção reativa, que sempre acontece para apagar uma fogueira. A preditiva deveria ser a regra, permitindo que as paradas na planta pudessem ser as mais racionais possíveis. Para entender mais um pouco sobre como a técnica funciona, criamos um guia com seis passos. Vamos a ele:


Comece com um diagnóstico completo: É importante avaliar as paradas atuais em sua planta. Qual é a frequência que as interrupções acontecem e quais são as causas das paralisações? Com a identificação das causas raiz, a área de manutenção poderá correlacionar dados que aparentemente não estavam sendo pensados em conjunto. Isso permite que, em vez de reagir pontualmente aos problemas, a equipe passa a concentrar-se em diagnosticar as possíveis falhas com antecedência. Um check list preciso permite criar um programa de manutenção preditiva que alonga o tempo de produção e realiza intervenções cirúrgicas e no tempo certo.


Preste atenção aos alertas: Mesmo os equipamentos pouco automatizados podem dar alertas. Pode ser que os indicativos sejam indiretos. Superaquecimento ou travamentos em sistemas secundários, caso da falta de lubrificação adequada, devem ser vistos com cuidado. A demanda de energia do equipamento está superior à média? Pode ser mais um aviso sobre anormalidades no padrão de funcionamento. O próprio operador da máquina, em situações onde a automação ainda é pequena ou inexiste, é uma fonte valiosa. Assim como a própria equipe de manutenção. Um erro nas plantas de mineração é separar os profissionais de operação e de manutenção como se fossem times adversários.


Entenda os dados de automação: O volume de dados contribui para manutenção preditiva e é importante saber interpretá-los corretamente. Mesmo os equipamentos com pouca ou nenhuma automação têm condições de dar pistas de seus problemas. É a capacidade dos profissionais de manutenção - em interpretar os sinais - que faz a diferença. Nos equipamentos automatizados, os dados estão disponíveis online e, muitas vezes, os softwares fazem a identificação da falha e indicam o diagnóstico. Nos menos favorecidos, o processo é mais complicado, mas possível. A inteligência das máquinas automatizadas é grande e a experiência de um técnico qualificado pesa a favor no dia a dia.


Veja seu estoque como estratégico: Parece ilógico, mas acontece. A gestão incorreta do inventário de componentes pode afetar a manutenção preditiva. Não é incomum que algumas mineradoras mantenham ativos que não são trocados com frequência e que possuam poucas peças críticas que podem paralisar a planta. Desse modo, todo os recursos como a automação – que avisa sobre a antecipação da troca de determinado componente – como a presença de técnicos especializados, não vão adiantar muito. O mercado já disponibiliza soluções de gestão de estoque, inclusive com o controle feito por parceiros, com a redução do inventário. Pense a respeito.


Ouça seus parceiros com frequência: Considere a experiência acumuladas de seus fornecedores como uma forma de consultoria. Muitos problemas do dia a dia são comuns em outras mineradoras e o histórico de casos pode ajuda-lo na escolha da melhor solução. Avalie junto com seu parceiro o custo-benefício dos componentes originais. Se já estiver usando as peças recomendadas e o problema persistir, estude o manual do equipamento com o suporte de quem o fabricou. Um check list assistido pode ser uma ótima ideia se as demais etapas estiverem sendo seguidas.

 

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