Existe um operador perfeito para a automação da britagem? Existe. Ele já está em campo, cuida do equipamento há anos e você o conhece bem. Sim, o profissional ideal para assumir o controle das máquinas de nova geração – ou de geração anterior que passaram pela automação – é o mesmo operador manual da máquina. Estamos falando de alguém que sabe dos problemas mais comuns, porém geralmente precisa se dividir para monitorar a britagem. Agora, como fazer a transição para o novo cenário?


Simples. Primeiro lembre-se que os controles automáticos não vão eliminar o operador e sim reposicioná-lo. O treinamento e a capacitação dele vai somar na otimização da britagem. Com a automação, o operador pode, por exemplo, acompanhar remotamente o tráfego de caminhões que alimentam o britador primário. A automação faz isso auxiliada por sensores de nível (que monitoram a moega) e por sinalizadores que orientam os motoristas a respeito do melhor momento de descarga. É a mesma sensação do piloto automático dos aviões modernos, onde o comandante pode se concentrar no todo e não somente nos detalhes. E o processo não é um bicho de sete cabeças. Conheça um pouco mais aqui.


Apertar botões vai ficar no passado com a automação da britagem


Ao ser municiado com informação em tempo real, o operador de plantas automatizadas ganha um tempo precioso para se dedicar a tarefas que demandam a intervenção humana de forma mais inteligente. É o caso de trocar ideias com os profissionais da área de desmonte de rochas, quando percebe que a britagem tem recebido material fora da granulometria ideal. Problemas como esse podem provocar a paralisação constante da planta e, é claro, reduzir a produtividade. Também podem envolver riscos de acidentes.


O operador dos novos tempos, no entanto, precisa fazer uma mudança mental que acontece com o treinamento. Ele deixa de apertar botões de painéis, uma ação normalmente mecânica e que pode levar a erros pela repetição, para navegar na tela do computador da central de britagem. E interfere no processo com simples movimentos de mouse. Lembrando: esse nível de gerenciamento pode ser, inclusive, pré-estabelecido, limitando ações que possam comprometer a segurança da operação e a produtividade da planta. E mais: o histórico das atividades serve como material de treinamento para novos profissionais, cujo perfil sempre pode ser aperfeiçoado como mostram este guia rápido.


Novos parâmetros de controle passam a ser acompanhados pelo operador


Diferentemente do que diz o senso comum, o operador não precisam ter sólidos conhecimentos de mecânica ou de eletrônica. E muito menos necessitam ser formados em engenharia. Eles têm, é claro, que conhecer bem o processo de britagem e ter noções de informática. Com essa capacitação, um colaborador experiente estará apto a galgar outro patamar: o controle de parâmetros que não estavam na sua rotina. Com a operação automatizada, o profissional passa a acompanhar detalhes como a temperatura dos mancais...


Explicando: o monitoramento de dispositivos que não estavam no radar acontece para evitar a paralisação do britador. Muitos deles podem paralisar o equipamento ou causar danos. O que o novo operador– que é o mesmo de hoje - necessita saber é quais são os dispositivos que passam a ser controlados e quais os níveis que devem servir de parâmetros. Não se trata de nada complexo: os programas de automação indicam tudo isso na tela, têm alarmes no caso de risco e são facilmente entendidos.


Apesar de simples, os sistemas de controle são integrados e mantém o colaborador informado o tempo todo. Ao transformá-lo num profissional mais completo, a automação também contribui para sua auto-estima. Eles deixam de ser “apertadores” de botão e recebem treinamento para se transformarem em “gerentes” de um processo vital na planta de agregados.

Para mais conteúdos exclusivos para lhe ajudar a extrair o máximo do seu britador, continue acompanhado o Blog da Metso.

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