É preciso considerar o layout da planta de mineração quando se pensa na troca de britador? A resposta é sim. E há uma explicação: o bom projeto de britagem envolve três etapas:

  • Processamento do minério
  • Seleção de equipamentos
  • Layout.

A escolha do processo e do maquinário vai depender do tipo de produto que a mineradora ou pedreira querem produzir e de que forma eles querem fazer isso. Simples.

O desenho da planta, por outro lado, depende da preferência e da experiência profissional de vários especialistas envolvidos na mudança, incluindo a própria equipe da mineradora ou planta de agregados e os potenciais fabricantes do futuro britador a ser instalado. Em resumo, no caso de uma planta de mineração já existente, os dois primeiros fatores – processo e equipamento - são bem conhecidos. E mais: esse DNA favorece melhoria do terceiro deles, o layout.

Um ponto positivo dos britadores de nova geração é que eles são menores, mas têm maior capacidade de produção. Também são menos pesados, pois são construídos com menos aço. Ou seja, é possível aproveitar a estrutura de fundação das máquinas antigas. O mesmo pode ser dito dos equipamentos auxiliares. Em qualquer projeto, eles possuem uma capacidade nominal maior do que operam e isso pode ser usado a favor, caso a mineradora ou pedreira queiram ter maior produtividade.

Um bom planejamento, na verdade, vai refinar o layout da planta de mineração. Um exemplo é a condição do minério, cuja tendência é tornar-se menos friável à medida que a lavra se aprofunda. A mudança também favorece a melhoria da qualidade, como o caso de uma planta de agregados que quer aperfeiçoar a classificação dos produtos britados.

A troca do britador pode levar à avaliação da necessidade de se repotenciar os equipamentos secundários e como a estrutura anterior pode ser aproveitada na mudança. As correias transportadoras, para alimentação dos britadores, são um exemplo. A alteração da velocidade permite aumentar o abastecimento da britagem, evitando mexer na largura da correia. Obviamente, será necessário pesquisar as condições de vida útil do motor e de componentes do transportador, trabalho que especialistas conseguem fazer em um tempo relativamente curto.

O mesmo pode ser dito de etapas posteriores, como a classificação por meio de peneiras vibratórias. Caso se decida pela troca do britador por um modelo com maior capacidade de produção, o volume excedente poderá ser absorvido com mudanças no tipo de tela adotada. Se as peneiras estão operando no limite, é interessante especificar telas metálicas, que possuem maior área livre ou dispositivos com malhas mais abertas. Tudo é uma questão de custo-benefício.

Planejamento facilita mudança do layout

Como estamos pensando numa planta de mineração já existente, o conhecimento acumulado também vai favorecer o processo de troca de britador. No caso das mineradoras que possuam, por exemplo, duas linhas de produção, a troca pode ocorrer em etapas. Uma planta de produção de agregados, por sua vez, poderá adotar uma britagem móvel e temporária, substituindo a linha que está sendo trocada.

Se a operação tiver apenas uma linha de produção, há a possibilidade de construir uma britagem em paralelo à atual. Em situações como essa, a operação é mais complexa, mas não haverá a paralisação da produção. Com a ativação da unidade moderna e do novo layout, a mineradora poderá desativar a linha anterior ou pensar em uma reconfiguração. De novo, a palavra chave é planejamento.

Como foi dito acima, a definição de layout depende da experiência e preferência de vários profissionais. Em função disso, a equipe de operação da mineradora ou pedreira pode usar o relacionamento com fornecedores e consultores para aprimorar o projeto da troca do britador. O histórico do fabricante – com mudanças reais em campo – deve ser levado em conta, incluindo informações sobre segurança e cuidado com o meio-ambiente. Afinal, estamos falando, de certa forma, da reforma da própria casa.

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