O mundo ideal para a britagem é aquele no qual o equipamento demora muito tempo para apresentar uma falha e, quando ela ocorre, consegue ser resolvida rapidamente. Bom, não se trata de um cenário impossível. Desde, é claro, que manutenção consiga antecipar problemas e tenha recursos para fazer o reparo de forma adequada e no menor período. Quando isso ocorre, um dos efeitos é o aumento da produtividade, pois quanto mais tempo operacional tiver o britador, maior será o volume britado.

O uso da manutenção a favor da produtividade e na redução de custos envolve capital humano. Profissionais capacitados e que usam ferramentas de automação levam a uma operação e manutenção eficientes. Um especialista em manutenção, aliás, funciona como um bom médico: ouve com atenção o que os operadores têm a dizer e, bem treinado, diagnostica qual é a “doença” que afeta o britador.

Coleta de dados ampliada e automatizada contribui para manutenção

O diálogo entre operadores (veja aqui como escolher o perfil ideal deles) e técnicos também pode ocorrer entre esses últimos e as máquinas. Sim, elas falam. Mesmo os britadores com pouca ou nenhuma automação têm condições de dar pistas de seus problemas. É a capacidade dos profissionais de manutenção - em interpretar os sinais - que faz a diferença. Nos equipamentos automatizados, os dados estão disponíveis online e, muitas vezes, os softwares fazem a identificação da falha e indicam o diagnóstico. Nos menos favorecidos, o diálogo é mais complicado, mas possível.

Para estimular a comunicação um dos recursos é ampliar a coleta de dados, inclusive a de parâmetros pouco visualizados de forma automática. É o caso, por exemplo, da instalação de de amperímetros no alimentador de britadores para vigiar essa variável, complementando a inspeção visual, e mantendo a potência do britador dentro do que foi determinado. Compare com um carro: se a pressão do pneu é mantida nos níveis que o fabricante indica, teremos um desempenho melhor no consumo de combustível. Parece detalhe, mas não é.

Automação viabiliza gerenciamento remoto e fornecimento de peças sob demanda

A automação mais completa, é claro, amplia os recursos de manutenção preditiva, influindo no aumento da produtividade. O nível de informação é maior e o cruzamento de dados permite que um técnico experiente tenha um diagnóstico preciso em menos tempo. Os erros humanos também são menos suscetíveis facilmente identificados, uma vez que a intervenção do operador é incomum e, além disso, sempre é registrada pelo sistema. O monitoramento pode ser remoto, inclusive viabilizando a contratação de serviços e de fornecimento de peças sob demanda.

Ao repassar o gerenciamento das peças para um parceiro experiente, o produtor de agregados ganha em redução de custos, pois deixa de ativar componentes em seu estoque e passa a gerenciar o fornecedor. Lembrando ainda que o uso de peças originais melhora no nível de manutenção. A confiabilidade delas está ligada ao fato de que são componentes que seguem as características do fabricante, incluindo o design e a composição das ligas de metal. É o mesmo princípio do carro: a troca de óleo usando o aditivo adequado melhora o desempenho e não afeta negativamente outras partes do veículo. Quer saber mais sobre como a manutenção afeta a produtividade, conheça cinco sinais de alerta.

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