A vida útil de um britador pode variar de acordo com o tipo de operação, mas não é raro encontrarmos equipamentos ativos há quatro décadas ou mais. Será que eles continuam eficientes – operacional e financeiramente – ou será que é o momento de pensar na troca da máquina? A decisão envolve a avaliação de muitos fatores e a participação de vários profissionais. Listamos três pontos de atenção que podem indicar sinais de que é preciso levar o assunto em consideração e que, antes de mais nada, devem ser combinados para se chegar a um cenário de mudança. Acompanhe.

O equipamento não atende mais os requisitos operacionais

Quando um britador começa a ter paradas recorrentes, algo está errado. Se for um equipamento relativamente novo, é hora de avaliar se ele está sendo operado corretamente e se as etapas de manutenção estão sendo seguidas como indica o manual. Porém, se estivermos falando de um equipamento antigo, trata-se de um momento da verdade. Toda operação moderna de britagem tem informação suficiente para avaliar o nível de produtividade de uma máquina. Tais dados podem ser comparados com o histórico de manutenção do equipamento, indicando que as paradas inesperadas tornaram-se cada vez mais comuns ao longo dos anos, apesar da manutenção ter sido feita de forma correta. Se a operação estiver adequada, com as melhores práticas aplicadas por uma equipe bem treinada, a luz vermelha deve ser acesa duplamente. Informação é poder e os dados mostram que, por exemplo, um britador com 40 anos de operação, instalado numa pedreira ou mina que tem uma vida útil de várias décadas pela frente, pode ter se tornado um elefante branco. 

Os alertas de segurança passaram a ser constantes 

Acidentes são eventos indesejados, mas não impossíveis de acontecer num britador. Trata-se de um equipamento de grandes dimensões, complexo e com situações de risco. As tecnologias antigas têm pouca ou nenhuma eletrônica embarcada, o que leva a uma operação muito focada na experiência do profissional que cuida da máquina. Ou seja, o erro humano é um fator alto de risco em termos de segurança. É claro que todo incidente é uma lição para se aperfeiçoar os mecanismos de operação, agregando iniciativas que ampliam a segurança da máquina. Ocorre que há um limite para tornar o britador mais seguro e esse limite pode ser o tempo de vida útil do britador. A automação reduz o nível de intervenção humana, mas nem sempre é aplicável em todo equipamento. E mais: mesmo parado para manutenção o britador é uma máquina que merece atenção, pois a movimentação de suas peças e componentes requer dispositivos pesados e técnicas especializadas. O próprio design de britadores de geração mais antiga é um complicador: o acesso à manutenção é feito pela parte inferior, diferentemente dos novos equipamentos. Novamente, estamos falando do cruzamento de dados críticos como maior ocorrência de incidentes em um britador veterano, apesar de a planta seguir padrões rígidos de segurança. Em resumo: a parada, nesse caso, não é nem preventiva ou corretiva, é estratégica. 

A planta de processamento vai passar por mudanças:

A ampliação da capacidade de produção em uma pedreira ou mineradora nem sempre significa a troca do britador, que funciona como o coração da britagem. É possível que ajustes nos sistemas de alimentação, por exemplo, sejam suficientes para aumentar os índices de produtividade. Há casos de melhorias, inclusive recursos de automação, que otimizam as operações no entorno do britador e permitem que o equipamento funcione a contento. Quando todas as alterações previstas já foram feitas ou não são suficientes para atender uma expansão, chegou o momento de pensar na troca do britador.

Também é possível que o equipamento atual não atenda a necessidade de a mineradora ou pedreira de elaborar novos produtos. A ativação de uma nova linha de produção pode ainda permitir o remanejamento do britador atual para outra operação. A idade de operação dele vai, evidentemente, pesar na avaliação. Um equipamento menor e mais produtivo, com alto nível de automação, pode ser ainda energeticamente mais eficiente. A nova geração acrescenta outras métricas que vão pesar a favor no retorno de investimento (ROI) e a mudança, que parecia complexa, torna-se financeiramente atrativa. 

Fique atento aos sinais do seu britador para tê-lo operando sempre no seu melhor potencial e para receber mais conteúdos exclusivos da Metso diretamente no seu e-mail, assine a nossa newsletter.

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