Aumentar a produtividade do britador não é um processo isolado. Pelo contrário. Quanto mais informações, maior a chance da planta operar sem interrupções e com sua capacidade máxima. Em tempos de Indústria 4.0, a automação é sempre lembrada como grande recurso, mas não é o único. Os controles automatizados permitem, com certeza, um processo padronizado e mais seguro, mas olhar as etapas anteriores à britagem também é uma boa iniciativa. A avaliação do desmonte das rochas que alimentam o processo pode ser o primeiro passo para aumentar a produtividade. Como?


Simples: enquanto a automação reduz a interferência humana, a melhoria do desmonte garante uma alimentação uniforme na planta. Um processo ineficiente leva à geração de blocos (matacos), o que ocasiona paradas inesperadas na britagem. A boa notícia é que o problema pode ser resolvido com o melhor conhecimento da jazida. Características como dureza, abrasividade e resistência ao impacto são avaliadas em condições de laboratório e, juntamente com parâmetros de perfuração e desmonte, permitem melhorar o plano de fogo e operação. Mais detalhes? Conheça o processo de caracterização AQUI·


E mais: o diagnóstico permite ainda que os produtores de agregados incrementem e diversifiquem a produção. Um exemplo é o da pedreira que tem como objetivo aumentar a produção de pedrisco e pedra 1. Ela pode começar esse processo evitando a produção de matacos e aumentar a produtividade na mina. Você pode, aliás, fazer um checklist dos materiais problemáticos AQUI.


Operador de plantas automatizadas foca em novas melhorias

 

Outra frente possível para aumentar a produtividade é a operação em si. O melhor equipamento e a automação mais complexa não combinam com um operador mal treinado. É preciso investir no capital humano e ele está ao lado da máquina. Isso mesmo, estamos falando do profissional que conhece a operação manual e que pode passar a supervisionar a máquina que se auto-ajusta. A diferença, agora, é que o operador deixa de ser sobrecarregado e poderá focar na melhoria de outras fases da britagem.


Livre de tarefas repetitivas, o operador monitora os dispositivos que não estavam no radar do dia a dia, mas que têm o poder de paralisar o equipamento ou causar danos. O que o profissional necessita saber é quais são os dispositivos que passam a ser controlados e quais os níveis que devem servir de parâmetros. Não se trata de nada complexo: os programas de automação indicam tudo isso na tela e possuem alarmes para evitar acidentes.


Manutenção preditiva amplia produtividade ao racionalizar as paradas


Com a alimentação estabilizada, a britagem pode avançar segura e sem interrupções, favorecendo a automação preditiva. Mesmo os britadores com pouca ou nenhuma automação têm condições de dar pistas de seus problemas. A capacidade dos profissionais de manutenção em interpretar os sinais, no entanto, faz a diferença. Nos equipamentos automatizados, os dados estão disponíveis online e, muitas vezes, os softwares fazem a identificação da falha e indicam o diagnóstico. Nos menos favorecidos, o processo é mais complicado, porém possível.


A automação completa amplia os recursos de manutenção preditiva, influindo na produtividade do britador. O nível de informação é maior e o cruzamento de dados permite que um técnico experiente tenha um diagnóstico preciso em menos tempo. Os erros humanos também são menos suscetíveis facilmente identificados, uma vez que a intervenção do operador é incomum. Um bom começo é avaliar como está a sua manutenção. E, pra fechar o circuito, o monitoramento pode ser remoto, com a contratação de serviços e de fornecimento de peças sob demanda. Em resumo, um cria-se um círculo virtuoso e quem ganha é a produtividade.

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