A britagem mecanizada existe há 150 anos e, apesar da diferença entre os equipamentos, tem o mesmo objetivo: reduzir de tamanho uma rocha ou mineral. E, é claro, abastecer o mercado com produtos tão variados como a brita para construção civil e o minério de ferro para o setor siderúrgico. A escolha do melhor britador, por sua vez, depende do material que vai ser processado e de qual é o tamanho a que se deseja reduzi-lo. Simplificando: é com base nisso que os especialistas vão determinar qual a tecnologia mais adequada para uma produção com menos estágios possíveis.

Há duas categorias de equipamentos: os britadores por compressão e os britadores por impacto. Na primeira, podemos incluir os modelos de mandíbula e giratórios e ainda os de rolos. No segundo estariam os vários tipos de britadores de martelo. Outra forma de classificá-los é de acordo com a etapa onde eles estão alocados no processamento. É o caso dos equipamentos de mandíbulas ou giratórios, aplicados na britagem primária, enquanto os cônicos, por exemplo, são indicados a partir da britagem secundária. A especificação pode parecer simples, mas exige técnica e conhecimento.

Britagem primária é para os fortes e duros

O primeiro tipo de britador a aparecer na indústria foi o de mandíbulas. Ele está preparado para reduzir materiais de grande tamanho e opera com alto volume na britagem primária. Pode ser aplicado também com sucesso em operações de reciclagem. A mecânica dele é simples, o que influi na instalação e na manutenção. Como foi projetado para britar rochas de alta dureza, os melhores de sua categoria são aqueles cujos fabricantes conhecem a fundo a metalurgia. Em resumo: é um peso pesado.

Igualmente especificado para a britagem primária, o giratório evoluiu muito em capacidade de produção ao longo dos anos. Uma das diferenças em relação ao de mandíbulas é que ele pode ser alimentado dos dois lados. Seu funcionamento envolve a movimentação de um cone dentro da carcaça, britando materiais duros, com alta produtividade. Apesar disso, a taxa de redução de tamanho é menor do que os de mandíbulas.

Modelo de rolos marca a transição entre britagem primária e secundária

O britador de martelo também está entre as opções da britagem primária e opera por impacto. Em função do projeto, ele pode apresentar desgaste nas peças maior do que outros modelos, o que não o torna o melhor britador para processar materiais abrasivos. A evolução, nesse modelo, ocorreu pela maior eficiência energética e pela manutenção otimizada, realizada pela parte superior.

O britador de rolo entra na transição da britagem primária para a secundária e pode jogar nas duas posições. O princípio de funcionamento é por compressão e cisalhamento, processo que acontece com as rochas sendo quebradas pelo contato dos com uma placa do lado contrário. As variações incluem os modelos com dois ou quatro rolos e rolos lisos ou dentados. Trata-se de um equipamento versátil, com aplicações em mineração, produção de agregados, siderurgia e reciclagem.

Aperfeiçoamento dos cônicos combina vários recursos de modelos diferentes

Quando o processo avança, entra em cena o britador cônico. Ele é uma espécie de primos dos giratórios, com algumas diferenças, incluindo o volume menor de operação, a geometria da caixa de britagem e a inclinação do cone. A descarga do material é outro diferencial: nos giratórios isso acontece por gravidade, enquanto os cônicos a descarga está condicionada ao movimento dos cones.

O cônico é o britador certo no quesito diversificação e foi aperfeiçoado tanto em design como em recursos. Com isso, ganhou projetos que permitem maior densidade da câmara de britagem, assim como mecanismos que aliviam os equipamentos de materiais não britáveis, evitando paradas e aumentando a produtividade. Os ganhos também acontecem com a automação, que reduz a interferência humana, levando a máquina a operar com a capacidade máxima de fato.

Equipamentos multiação estão entre os avanços nos cônicos

As mudanças também incluem uma geração de equipamentos multiação, com aumento da produtividade, peças de desgaste com maior tempo de vida e maior eficiência energética. São britadores que combinam a presença de pistão e bojo num só modelo e que foram turbinados com a presença de vários sensores, o que leva ao ajuste automático de funções. Estamos falando de uma nova geração, que combina os aperfeiçoamentos da própria família de britadores cônicos.

Quer ver como funcionam, na prática, os britadores? Conheça a operação de um modelo de mandíbulas clicando AQUI e a de um britador de impacto clicando AQUI. Para a nova geração de britadores cônicos clique AQUI.

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